<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897</id><updated>2011-07-30T16:08:41.683-07:00</updated><title type='text'>Parte 1</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-1054395609514168366</id><published>2007-04-12T05:17:00.001-07:00</published><updated>2007-08-08T17:03:40.186-07:00</updated><title type='text'>Cap 1: Genealogia do Amor</title><content type='html'>A mulher se reconhece como tal quando já na infância sente que lhe falta o pênis. Assim Freud definiu o início da percepção sexual feminina. Essa é a visão que por muito tempo os homens que escreveram a história registraram a respeito da construção do feminino. A mulher ficou, assim, concebida como aquela que tem em si a necessidade do preenchimento. Essa concepção inconsciente irá desaguar nos relacionamentos com mútuos acordos de opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um quadro geral, os corpos dos homens são brutos, rígidos, protuberantes, secos. Enquanto o das mulheres são curvas, úmidas, delicados. A fisiologia deixa isso claro: o pênis se projeta, enquanto a vagina é interior, escondida. O ideal da força faz alguns homens sentirem que podem sustentar o mundo girando em cima de seus membros rígidos, como fazem os jogadores de basquete com a bola rodopiando sobre o dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tudo isso tem a ver com o amor, a que se pretende o livro falar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, antes de existir a concepção romântica do amor que conhecemos hoje, houve uma época em que as mulheres eram vistas como meras reprodutoras. Milênios de muita ciência e tecnologia avançaram até nós e ainda assim são elas tidas por certos homens machistas como as portadoras da fraqueza dos sentimentos. “Mulher é toda sentimental”, “Mulher chora por tudo”, “Mulher é sensível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais algumas décadas se transcorrem trazendo uma alteração desse paradigma, já que cada vez mais os homens passaram a admitir que não é falta de masculinidade demonstrar o que sentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado o século XXI traz à luz a oportunidade do diálogo e a quebra de tabus, por outro, se instaura um “Amor líquido”, como denominou o sociólogo polonês ZYGMUNT BAUMAN. Os laços afetivos se tornaram extremamente frágeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos contam uns para os outros na mesa de bar com quantas “ficaram”, quem “pegou”. O importante não é levantar falsos moralismos. A mudança do vocabulário é a parte superficial do iceberg. Afinal, “flertar”, na época dos nossos pais, é a palavra brega correspondente para “ficar”_ resguardando as proporções sobre o que era permitido dentro do “flerte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo deste livro é avaliar os relacionamentos amorosos humanos e o amor, que nunca é sem intenções, mas com várias, segundas, terceiras, quartas, cem intenções de obter companhia, felicidade e união.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-1054395609514168366?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/1054395609514168366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=1054395609514168366&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/1054395609514168366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/1054395609514168366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/3_12.html' title='Cap 1: Genealogia do Amor'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-5874745402816780748</id><published>2007-04-12T05:16:00.000-07:00</published><updated>2007-08-08T17:04:24.734-07:00</updated><title type='text'>Cap 2: Um amor entre os primeiros espinhos</title><content type='html'>É incoerente como atualmente as pessoas prezam a falta de compromisso e paradoxalmente estimulam as crianças na tenra infância a demonstrarem ligações afetivas. A própria mãe ri entre as amigas dizendo que o filho tem já uma “namoradinha”, mesmo que essa seja uma construção apenas da sua cabeça. E ela ainda irá se surpreender, quando o vir transar na sua cama, naquele fim de semana que decidiu viajar e voltar mais cedo para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complexo ver como, em meio a diversas expectativas exteriores, os adolescentes buscam o primeiro amor. Digo buscam, porque há uma sede em viver aqueles romances de cinema em que no espaço de 3 horas o drama se resolve e os personagens terminam rindo e se beijando no melhor desfecho happy end. Mal podem esperar por escreverem suas próprias histórias de amor, que já começa carregada de cem expectativas e intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desesperador, quando nos damos conta de que tudo pode dar errado, fora dos nossos scripts. O beijo fica molhado demais, o dente bate e a borrachinha do aparelho solta. Onde está o orgasmo na primeira relação?, se pergunta a menina, em meio a dor da perda do hímen? Nos filmes não é assim, tudo parecia bem mais fácil... Por que de repente, depois de passar por essas fortes emoções ela não vê uma mudança tão substancial assim no seu corpo como imaginava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, porque ela só imaginava. O primeiro amor nasce esbarrando nos espinhos. Ele brota do mundo irreal e cheio de fantasias de nosso inconsciente e terrivelmente não se concretiza saciando todos nossos desejos primitivos. Não se sabe bem o que se busca a final no outro, o que se tem é muita vontade de experimentar tudo que é novo. E isso delega uma vital pré disposição ao erro, a dor e ao arrependimento. Mas para a maioria dos jovens vale o preço disso tudo para se destacar na frente dos amigos como a “garota” ou “garoto” vivido e resolvido no grupo. É interessante perceber como se “destacar” na realidade é uma tentativa de anular a diferença e não destoar pela ausência de experiência. Os que ficam por último sentem o peso e o desespero de se livrar logo da falta do primeiro beijo, da primeira transa, da primeira matinê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho ter tudo na mão desde de que nascemos, possuir dois pais narrando a nossa vida, segundo o desejo deles, e estarmos sozinhos na escolha de alguém para amar, logo se possível, a primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira perda é igualmente dura, quanto suportável. A luz dos anos iluminará nosso passado e nos mostrará o quanto fomos desajeitados nos passos iniciais dos relacionamentos amorosos. Há, claro, os casamentos de bodas de carvalho, que começaram no primeiro beijo e que renderam uma dúzia de netos gordinhos e sadios. Porém, de modo geral, é muito mais difícil, hoje, construir este amor sólido, quando o mundo prevê cada vez mais a individualização. Todos podem fazer tudo sozinhos. Ser de todo mundo e não ser de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer que foi inútil e muito chato ter ouvido falar de fordismo e modernismo lá na sua aula de história do segundo grau. Mas veja como a economia reflete no modo de socialização. Quando a indústria baseava seu modo de produção no fordismo, ou seja, os trabalhadores ficavam em pontos fixos das fábricas realizando uma única etapa da produção de um bem, havia um espaço de trabalho e um espaço de lazer, fora da fábrica nitidamente separados. Após a Segunda Guerra, o mundo expandiu a tecnologia para todos os cantos e agora o consumo de massa passou a dar lugar ao consumo por encomenda, personificado. Começa aí o taylorismo. Um modo de produção em que o indivíduo trabalha dentro da fábrica e fora dela, a partir do momento em que carrega com seu celular e computador ligado a rede a possibilidade de a todo momento estar ligado ao seu chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a economia mudou, o homem moderno dotado de todas as certezas, passou a se ver perdido no mundo das possibilidades. A cada dia aquela doença invencível ganhou sua vacina, as fórmulas matemáticas que não encontravam coerência na área de figuras geométricas irregulares cederam espaço para a lógica dos chips de computador. Resumindo: Ninguém pode ter mais certeza de nada, até que se prove o contrário. Chamamos esse homem sem segurança, imerso em um mar de possibilidades, de sujeito pós-moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim podemos voltar a assunto "amor". O sujeito pós-moderno tem ao seu favor vários mundos prontos para se acoplar em sua vida no modelo chave fechadura. Quer morar sozinho? Não se preocupe, nós fazemos para você embalagens pequenas e individuais para todos os produtos e assim você gastará menos! Quer largar seus pais e sua esposa? Divida um apartamento com um amigo ou um estranho, isso é normal, é “in”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já imaginou lá no século retrasado uma mulher que casava aos quatorze anos com um barrigudo que poderia ser seu avó dizendo para sua mãe “vou alugar um conjugado perto da faculdade e dividir com alguém”? Seria de arrepiar o cabelinho da nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, fica mais fácil compreender agora como atualmente não é tão simples assim sustentar uma relação, uma vez que o mundo não condena moralmente da mesma forma atos que, passe o tempo que for, ainda irão ferir o nosso coração, como a traição, por exemplo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-5874745402816780748?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/5874745402816780748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=5874745402816780748&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/5874745402816780748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/5874745402816780748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/2_12.html' title='Cap 2: Um amor entre os primeiros espinhos'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-751185892313447898</id><published>2007-04-12T05:13:00.016-07:00</published><updated>2007-08-08T17:04:52.406-07:00</updated><title type='text'>Cap 3: Com quantos amores se faz uma vida?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QcKdhlpA69E/Rh7SSi_fb9I/AAAAAAAAAP0/jly8QP0ej4I/s1600-h/signo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Eu por muito tempo carreguei uma seguinte concepção: “Amor é um só”. Grande, forte, eterno e insubstituível. Até que um dia, arrasada totalmente por me dar conta de que o dito tal Amor único não deu em nada, veio uma amiga em meu socorro me fazer a mais bestas das perguntas, diante da minha crise existencial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que você mais gosta de comer quando sai?&lt;br /&gt;_Ãnh?&lt;br /&gt;_Isso mesmo! O que você gosta de comer?&lt;br /&gt;_Sei lá... Pizza.&lt;br /&gt;_Mas você também gosta de bata frita e bolo de chocolate?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde é que ela estava querendo chegar com amor e bolo de chocolate? _ pensei, mas visto que era psicóloga, aquilo tudo deveria desaguar em uma boa explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Gosto, claro! _ ri.&lt;br /&gt;_ Então, por você gostar de pizza não significa que você não vai gostar de batata frita. São todas comidas, com nomes diferentes. Da mesma maneira, não existe um único amor, existe maneiras diferentes de se amar, pois cada pessoa com quem você vai estar te fará feliz de uma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante. Comecei a refletir que não podemos fechar nossos caminhos para possibilidades por causa de idéias naturalizadas como certas. Se aquele primeiro amor, apertado entre os espinhos, não vingou, é fraqueza achar que nada poderá dar certo outra vez. Como se criássemos uma redoma de vidro e ficássemos ali protegidos das novas chances de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece loucura que quando nos dispomos a novamente apreciar outra pessoa, automaticamente sentimos que estamos traindo aquele amor que colocamos como insubstituível dentro de nós. A questão é que não estamos colocando um outrem no lugar do primeiro, afinal, cada um tem sua singularidade. Mas é fato, o melhor remédio para esquecer um amor que te fez sofrer é amar outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos, porém, passar a vida de galho em galho. Que horas, então, parar? Chegar a conclusão de que esse é o amor para juntar escovas de dente? Infelizmente quando isso acontece não soa nenhum alarme e começam a piscar um monte de luzes vermelhas. A vovó vai te dizer: “Querida, você vai sentir”. Muito abstrato, você me dirá. Bom, então, seria interessante que começasse a fazer algumas perguntinhas para si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vai estar ao meu lado me desejando, quando eu engordar e ficar com o peito no umbigo? (Considerando o pior). Eu consigo passar horas conversando com ele? (Não é de sexo que você vai viver!) Eu amo ele de verdade, ou só admiro o poder, o físico, a capacidade de oratória, ou algum ponto específico nele? Eu conheço como ele é dentro de casa, na intimidade? Ele é maduro o suficiente para viver sozinho e cuidar de mim se eu precisar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou te dar agora a pontuação para quantas respostas “sim” e quantas “não”, como nas revistas de adolescentes, já que a vida é uma surpresa. As combinações mais insólitas podem durar para sempre, enquanto alguns casais perfeitos não ficam muito tempo. O mais importante é começar a refletir no lado prático da vida, pois estar com alguém com quem você não tenha a menor perspectiva futura pode fazer crescer uma raiz dolorosa de se extrair quando o fim vier à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na faculdade de jornalismo, confesso que filosofia era uma aula que me trazia uma verdadeira tempestade mental. Vários raiozinhos tostando meus neurônios. Mas em uma dada aula o professor falou o seguinte: “Segundo esse filósofo as escolhas devem ser feitas com a certeza de que será a melhor. Mesmo que não seja. Pois se a escolha já for feita sabendo que vai dar errado, ela não levará ao melhor dos mundos.” Descontando a tradução da remota lembrança, aquilo ficou fixo na minha mente. Escolher levar um relacionamento com alguém que no fundo já sabemos que não dará certo, só aumentará dia após dia a dor do rompimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quantos amores se faz uma vida? Não há um cálculo preciso, mas sem amor a vida vale bem menos a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-751185892313447898?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/751185892313447898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=751185892313447898&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/751185892313447898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/751185892313447898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/1_12.html' title='Cap 3: Com quantos amores se faz uma vida?'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-3587982100527705313</id><published>2007-04-12T05:13:00.015-07:00</published><updated>2007-08-08T17:05:29.778-07:00</updated><title type='text'>Cap 4: Em busca de um novo amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QcKdhlpA69E/RiS8vC_fcBI/AAAAAAAAAQU/Z-PQGvfNG74/s1600-h/coffinring.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Isso é uma aliança? Isso é um caixão? Isso é um enterro de uma aliança? Pode acreditar, depois de Jill Testa ter se divorciado amigavelmente do marido após 20 anos de união, resolveu criar um site para vender caixão para alianças (&lt;a href="http://www.weddingringcoffin.com/"&gt;http://www.weddingringcoffin.com/&lt;/a&gt;) . Assim você pode agora enterrar seu casamento simbolicamente, explica a mulher que mora em Manhattan, EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbolismo é a base da cultura humana. Não que você precise enterrar a caixa com as coisas que guardou do seu ex-namorado no quintal da sua casa. Apesar de agora me ocorrer um conselho que ganhei certa vez de uma mulher estudiosa da cabala: “Querida, queima tudo, põe fogo, porque assim não fica nenhuma energia empatando seu caminho”. A idéia é boa, mas não sei se pegaria bem eu fazendo uma fogueira com bichinhos de pelúcia, os vizinhos certamente iriam pensar: “Alá, tão nova e bruxa!”. Só não posso negar, que é uma prática minha não ter perto de mim objetos que me recordem fases da minha vida que já receberam um ponto final e definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não se pode é se afundar junto com o amor e achar que nunca mais ninguém vem para te fazer ficar rindo de tudo feito um bobo (a) apaixonado (a) outra vez. Demora (ou não), mas acaba chegando uma pessoa que te traz novamente o vigor e a vontade de fazer planos juntos. Os fantasmas do passado sempre rondam, vire e mexe, esbarram conosco no próximo sinal, no descer de uma escada... Mas agora são só isso: fantasmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos um bom tempo unidos por um laço muito forte com nossos parceiros que, ao romper com eles, parece que ainda estamos atados a estes, mesmo distantes. Por isso, o melhor que temos a fazer é nos libertarmos das correntes e deixá-los ir embora lá dentro de nossas cabeças. Sua mente tem um forte poder de transformar sua realidade. Quer um exercício? Procure um lugar muito tranqüilo, deite, relaxe completamente. Imagine uma rua comprida, que termine em uma esquina. Você e essa pessoa que não consegue tirar da cabeça caminharão de mãos dadas até o fim da rua. Diga a ela por que ela precisa te deixar, por que será melhor para você. Converse com ela e ao chegar à esquina deixe-a partir. Veja-a ir embora e sinta a sensação do momento. Pode ser uma experiência que te emocione, mas certamente lhe trará uma boa paz. Essa técnica me foi ensinada por uma amiga espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior, eu acho, quando uma pessoa não fica com a gente é continuar amando a imagem cristalizada dela em nosso passado. Ela certamente se modificará para melhor, ou, por que não reconhecer isso, para pior também. Sendo que aquela primeira que guardamos na memória é que ainda nos encanta. Amamos os quadros que penduramos no nosso coração. É preciso força para romper com essas imagens. E se permitir viver um novo amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-3587982100527705313?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/3587982100527705313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=3587982100527705313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/3587982100527705313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/3587982100527705313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/10.html' title='Cap 4: Em busca de um novo amor'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-8940570667514086030</id><published>2007-04-12T05:13:00.013-07:00</published><updated>2007-08-08T17:06:38.545-07:00</updated><title type='text'>Cap 5: A lente do amor</title><content type='html'>Amar é buscar uma flor à beira do precipício. Todo amor tem o seu preço, nenhum nos vem sem custos. Algumas pessoas são forte o suficiente para carregá-los no peito, outros são mais fortes ainda, pois permitem que ele se faça real. É preciso desprender-se de muita coisa para aceitar o amor, sempre incongruente com nossas expectativas. Nos pegamos gostando de sorvete de manga, de café, de acordar cedo para caminhar, o amor nos muda. Não são poucas as vezes que nos surpreendemos realizando coisas que antes negávamos ou rejeitávamos. Quem vive de amor vive melhor, sabe olhar para o chão e ver também as formigas. Porque o amor tem essa capacidade de nos fazer ver ainda mais o mundo, em detalhes, com um foco preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes amores se perdem no tempo pela fraqueza de pessoas que não os mereceram. Medo do que os outros vão pensar, orgulho de voltar atrás, falta de coragem para arriscar, são tantos os motivos que levam algumas pessoas a deixar o amor ser apenas pensamento. É triste perceber que nem todos foram dignos dos sacrifícios de outrem. Amor sozinho não faz felicidade, vive em estado de latência permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto particularmente do que confessa Jorge Luis Borges:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, viajaria mais leve. Se eu pudesse voltar a viver correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Se não o sabem, disso é feita a vida, só de momentos. Não percam o agora. Mas já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro aqueles que levam a vida menos a sério, gostaria de ter um pouco mais desse dom. Agora, por exemplo, faz uns tímidos raios de sol à minha janela. A chuva me acordou antes que o despertador se arrebentando contra o vidro. Pensei nas três semanas anteriores em que fui a aula e o professor faltara. Dessa vez era a minha vez de ser irresponsável. Não fui. Isso não é nada bonito! É errado. Mas por que a vida tem que ser correta, se eu preciso um pouco mais do meu edredom? Foi assim que vim para cá, diante do computador, acompanhada da minha xícara de café. Escrever me dá muito mais prazer que tudo que há na minha agenda. Aliás, o que há na agenda a gente escreve para não esquecer, pois tudo que guardamos no coração não se esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No amor, nem sempre fazer o certo é ser feliz. Estar com aquela pessoa que todos consideram ideal e não cometer a loucura de correr atrás daquela que verdadeiramente amamos é um risco de chegar aos 85 e perceber que não dá mais tempo. Já se foi a vida.&lt;br /&gt;Há quem sinta que amanhã sempre estará em tempo. Mas daqui a pouco, quem sabe, um outro pode tomar o coração de alguém a quem se ama. O amor primeiro pode continuar lá, guardado no baú, mas dessa vez este novo amor pode valer bem mais a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho pena dos fracos que não arriscaram, pois eles nunca provarão dos beijos apaixonados, dos carinhos na nuca, das noites de amor, das cartas, dos cafés da manhã a dois. Eles estarão seguros, mas do que vale a segurança, quando não se está com o grande amor de sua vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-8940570667514086030?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/8940570667514086030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=8940570667514086030&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/8940570667514086030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/8940570667514086030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/8.html' title='Cap 5: A lente do amor'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-1859867912035492543</id><published>2007-04-12T05:13:00.011-07:00</published><updated>2007-08-08T17:07:03.431-07:00</updated><title type='text'>Cap 6: Entre o amor e a profissão ou com os dois</title><content type='html'>Antes mesmo de sonharmos com a felicidade a dois, visionamos a realização pessoal que está muito intimamente ligada com a satisfação profissional. Quando encontramos nosso par, porém, podemos descobrir a incompatibilidade profissional. Uma bem sucedida executiva, por exemplo, diante das transferências de trabalho constate do marido pode ver sua carreira arruinada. Uma artista que viaja constantemente e não tem tempo de cuidar dos filhos pode levar o marido a se desapontar com a imagem de ideal de mãe que tinha. São inúmeras as situações em que as escolhas de um interferem nos planos do outro. Como também não são poucas as alternativas possíveis para fazer o ajuste que leve ao equilíbrio desejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a mulher do século XX temia uma separação e se subordinava ao marido, a situação de hoje se reverteu completamente. Cada vez mais as pessoas relutam em ceder em prol de um empurrão para o sucesso do parceiro em detrimento do seu êxito. Egoísmo, julgariam alguns. Nem sempre. A atitude de pensar em si mesmo ficou diabolizada, mas será que refletir bem se vale a pena largar todos os esforços do passado é um ato vil e egoísta? Acho que não. Em alguns casos, abandonar os sonhos de carreira pode significar no futuro um grande recalque e remorso. O que também não quer dizer que alguém possa ser feliz dando um outro rumo ao seu destino a fim de pensar na melhor alternativa para a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste momento de grande decisão que aparecerão dezenas de pessoas para contarem para você o exemplo daquela tia, da sogra da vizinha, da fulaninha e por aí vai, só piorando seu processo de escolha. Pense que a sua história é única. Marx disse que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem, não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa tem um histórico de vida e é ele que vai determinar como você irá encarar qualquer mudança no curso do seu destino. O que para uns pode levar a infelicidade, para outros é o primeiro passo para a melhor das decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poetas falam do amor e os economistas da realidade. Pensar em amor e deixar totalmente de fora o fator dinheiro é um tanto infantil. Não me refiro a “casar-se por interesse”. Quero chegar a um ponto... de interrogação: Qual o melhor momento de casar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns relacionamentos terminam, quando poderia ser apenas o começo. Casar sem maturidade psicológica para se assumir e muito menos sem dinheiro é atravessar uma ponte perto de ruir. A todo momento ela balança e parece que vai cair. Não é a toa que cada vez mais os adultos estão prolongando a vida na casa dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber como está a sua situação, proponho que faça uma coisa prática, que aprendi em uma aula na faculdade chamada “Planejamento de vida profissional”. Faça uma tabela com tudo que teria que gastar no mês. Tudo mesmo, não pode esquecer detalhes mínimos: depilação, estacionamento no shopping, lanche no fim de semana, celular, roupa, presentes de aniversário e etc. Coloque todas as contas. No fim, some tudo. Agora monte uma outra tabela com sua carreira. Dessa vez separando por semestres e anos. Em cada semestre como estaria o andamento dos seus estudos? Faça tudo dentro de uma perspectiva de 10 anos. Não esqueça de incluir na sua carreira os estágios e empregos com seus respectivos pagamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, tome a primeira tabela como base e veja quando você poderia viver sozinha. Em que período se encaixaria esse gasto mensal? A partir daí, você já pode pensar em casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria vai pensar que é radicalismo. Mas tem um detalhe: quando tudo der errado (e sempre pode dar!), você pretende voltar para casa dos seus pais, ou tocar sua vida independentemente? Hum! Eis a diferença. A mulher deve partir para uma convivência sob o mesmo teto no momento que tem uma relativa segurança sobre si e seu dinheiro. “Ah! Então, se for assim ninguém casa!”, me diriam uns. Realmente isso diminuiria drasticamente o número de bodas. Também reduziria o número de mulheres com um filho nos braços, na casa dos pais, ficando para trás naquele seu sonho de adolescente de ser bem sucedida. Os sonhos sem estrutura são uma bolha de sabão frágil até à uma particula de poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente os pais se preocupam em fazer os filhos passarem no vestibular para as melhores faculdades, mas não os preparam para a vida. A vida prática, real. Há mulheres que não sabem fritar um ovo, que não lavam roupa na mão, que nem tem prática de passar roupa, que mal viram uma escova de vaso, porque nunca tiveram costume de lavar o banheiro. “Mas para isso existem as empregadas!”, já até sei que vai argumentar isso. Claro, mas naquele seu orçamento das tabelas acima, onde vai poder entrar uma empregada consumindo no mínimo 500 reais do seu salário? “Não seja por isso, pago uma faxineira”, você me rebate rapidamente. Ok, vamos calcular, então: uma faxineira vai, assim, 4 vezes por mês a sua casa e cobra com isso duzentos reais. Esse dinheiro equivale a quantas contas do seu planejamento? Olhe a tabela. Certo, ela é fundamental para você? Inclua assim a faxineira no sua tabela. E os outros seis dias da semana em que ela não estará lá? Como você vai se virar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os homens são modernos, não exigem mais que as mulheres saibam fazer nenhuma atividade doméstica”, canso de ouvir isso. Só não se esqueçam que esses homens tiveram a mesma criação que vocês e sabem menos ainda como é dirigir um lar, pois suas mamães deixavam tudo prontinho para estes. Não se engane, lá no fundinho ele olha para você como sua segunda mãe. Sentiu um frio na espinha? Não se preocupe, a maioria das mulheres não se atentam para este fato real, quando estão fixionadas com o vestido, com o bolo da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa de casamento é linda, mas só dura um dia e seu casamento anos (?). Por isso, voltando ao tema das profissões, é importantíssimo que a união esteja dentro de uma perspectiva sólida de vida para ambos. Pequenos atritos bobos do cotidiano desgastam totalmente o relacionamento. A falta de dinheiro quebra um pouco o encanto da união, fadada a viver sobre privações. Pense bem, pois o primeiro passo na hora errada pode te custar uma desilusão. &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O casamento pode ser o clímax de um lindo amor, mas para isso é vital arrumar a casa em que ele vai ser guardado e cuidado antes de qualquer coisa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-1859867912035492543?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/1859867912035492543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=1859867912035492543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/1859867912035492543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/1859867912035492543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/7.html' title='Cap 6: Entre o amor e a profissão ou com os dois'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-8660390579299950763</id><published>2007-04-12T05:13:00.009-07:00</published><updated>2007-08-08T17:07:21.734-07:00</updated><title type='text'>Cap 7: A privacidade dentro dos relacionamentos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QcKdhlpA69E/RiNd1S_fb-I/AAAAAAAAAP8/GQUy9P2x1ag/s1600-h/desconfiada.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Por algum motivo ele precisou dar a senha da sua conta de e-mail para sua namorada checar um dado para ele e esqueceu de trocar a senha. Como a curiosidade é um bichinho que corrói, ela acaba aproveitando para verificar a caixa de e-mails recebidos e enviados e não se agrada com o que vê. Neste momento surge o impasse: conta ou não para o namorado que fuxicou sua correspondência? Se não contar, como poderá discutir a situação? Já dizia a vovó, que o que o que os olhos não vêem o coração não sente. Mas se cegar também não é a solução a que proponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Privacidade é assim um tema controverso. Cada casal propõe o seu modelo. Uns delimitam o seu espaço do tamanho de um campo de futebol, outros não chegam nem ao de uma mesinha de totó. A sensação de segurança de que o outro não está fazendo algo considerado errado dentro da relação não está na mesma proporção do tamanho da privacidade imposta. Porém: “Quem tem muito a esconder, teme o que pode revelar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres neuróticas, que vasculham tudo como se procurassem em qualquer papel a prova de um crime, não são pouco raras. Você pode até sentir-se aliviada por não se considerar parte das estatísticas, mas não pense que cair na paranóia pode estar longe do seu caso. Basta um deslize para que nunca mais a paz esteja inabalável. A mulher freqüentemente desconfiada acha que seu parceiro não tem mais o direito de ter sua privacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso afirmar categoricamente que a opção de alguns casais de considerarem tudo na vida de ambos de conhecimento dos dois (inclusive senhas de e-mails, de msn e etc) seja um erro, afinal, o amor não é uma fórmula, cada um constrói o seu universo de relacionamento com as perspectivas de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um período de perseguição investigativa, o homem ou a mulher começam a reclamar que estão se sentindo sufocados e caem na precipitação de culpar o amor, julgando que ele acabou e que só resta o ciúme doentio. Nem sempre estarão eles próximos do fim, o que falta é o respeito pela chance do outro de fazer coisas apenas dele ou dela, sem que exista um olho de “Big Brother” para supervisionar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma família de porcos espinhos resolveu se aquecer do inverno ficando todos abraçadinhos. Por estarem muito perto, acabaram se ferindo com os próprios espinhos. Ao se afastarem demais, sofreram do frio intenso. Descobriram, assim, que o melhor método é estar perto, mas respeitar a zona de limite. Essa historinha de criança sempre vem à tona, quando penso a privacidade dentro do relacionamento. Sem esta linha limite, o outro pode sentir-se invadido dentro da sua área de decisões e escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a melhor atitude é deixar o parceiro fazer o que quiser e nunca verificar nada? Claro que não! Se tem uma luzinha vermelha que não pode parar de piscar dentro de você é o “desconfiometro”. Preste atenção nos detalhes, nas palavras, nos lapsos dos discursos. Mas não entre em paranóia. A grande diferença é saber que a luzinha está dentro de você, não “fora”, afinal, ninguém precisa ver um show de quebra de garrafa e de cadeiras voando pela janela, porque você encasquetou com algum motivo infundado. Há mulheres que são traídas por anos e se sentem admiradas como “nunca perceberam”. Difícil que ela nunca, nunquinha, nem um diazinho sentiu sua luz vermelha assinalar para algum movimento fora do normal. O problema é que se cegar é um dos passos mais comuns para não se sentir ferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não esqueça, que os grandes males da sua vida nunca virão a acontecer, serão apenas idéias e hipóteses na sua cabeça que você irá remoer por um tempo e nunca dará em nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-8660390579299950763?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/8660390579299950763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=8660390579299950763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/8660390579299950763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/8660390579299950763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/6.html' title='Cap 7: A privacidade dentro dos relacionamentos'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-8149744555183517017</id><published>2007-04-12T05:13:00.007-07:00</published><updated>2007-08-08T17:07:55.319-07:00</updated><title type='text'>Cap 8: O amor não é cego</title><content type='html'>Dizem por aí que o amor é cego, mas se ele fosse cego, não enxergaríamos no outro aquilo que as demais pessoas não percebem. O amor tem essa capacidade de nos atentar para os mínimos detalhes e ver até o que não gostaríamos de ver, como a unha encravada, o defeito de ser bagunceiro, o cabelo grande, o arroto. O amor vê tudo e a paixão enxerga através de um vidro fosco, sempre imaginando e criando fantasias sobre a silhueta que se move difusa atrás das suas inspirações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que quem se apaixona não tem paciência, precisa viver tudo com pressa, aos atropelos. Na mesma rapidez que devora, se perde e finda. É uma palha queimando e se consumindo rapidamente. O amor é a vela serena, que não perde seu fogo por doar-se para outra se acender.&lt;br /&gt;O amor é capaz da espera diante da estrada vazia que não traz de volta quem se ama. Ele consegue pagar um preço alto pela felicidade do outro. Descobrir doce de carambola de madrugada em alguma lojinha de conveniência para matar o desejo de uma mulher que não quer ter filho com cara de carambola, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão vive de si mesma, preocupa-se no que irá gerar o auto-prazer: “Será que ele vai me olhar? Será que ele vai me querer? Será que ele vai me desejar?”_ Sempre o foco é no eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor consegue doar-se mais, mesmo não sendo de todo altruísta, pois ele não vive só, precisa do objeto do seu amor consigo. Até se esse “consigo” não for todo dia, todo mês. Ao menos a pessoa deve saber que aonde quer que esteja seu amado, o amor dele é seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma dor muito grande quando alguém descobre que aquele amor eterno compactuado foi rompido e o ser amado está com outro, vivendo e dividindo os prazer com um terceiro. Poderia passar séculos amando a distância, mas é pedir demais sentir o corte profundo que é ver que não se é mais o primeiro da lista. Essa é a maior pena para quem não pode, ou não quis, colocar seu amor em prática. Nunca considere o jogo ganho, como se a qualquer momento pudesse estalar os dedos e conseguir quem se gosta. O que você deixa de fazer, vem outro e faz melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se parecer que é tarde demais, não se abata, vá lá e lute. Se ouvir um não, você não perde nada, continua no ponto onde esteve. O não saber como teria sido se tivesse arriscado é bem mais cruel que levar nos ombros a certeza de que não depende apenas de você para que o amor exista. Colocar pontos finais na vida nos permite recomeçar sem pendências no passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-8149744555183517017?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/8149744555183517017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=8149744555183517017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/8149744555183517017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/8149744555183517017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/5.html' title='Cap 8: O amor não é cego'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-230742069259232345</id><published>2007-04-12T05:13:00.005-07:00</published><updated>2007-08-08T17:08:21.743-07:00</updated><title type='text'>Cap 9: A arte da corporificação do amor</title><content type='html'>Isso não é arte. Foi o que pensei quando estava diante dos relevos espaciais de Hélio Oiticica, numa das minhas aulas da faculdade de jornalismo. Para mim, museu era uma casa antiga cheia de quadro de gente que sabia fazer retrato com tinta. Muito menos considerei arte aquela máscara de Lígia Clark com umas bolinhas de isopor para passar em cima das pálpebras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma oportunidade de revermos nossos conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando HO pintava, ele sentia que a pintura não poderia ficar aprisionada dentro do quadro e, então, resolveu tirar a moldura. Ainda não satisfeito, ele pegou seus desenhos geométricos e construiu sólidos que ficavam suspensos no ar, como móbiles. A arte precisava ser e não representar, no espaço a pintura de HO era.&lt;br /&gt;O amor também não fica aprisionado dentro da moldura do coração, ele transcende as paredes da alma e se espacializa no ser amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as máscaras de Lígia agora ganham todo sentido para mim. Quando aquelas bolinhas de isopor roçavam os olhos, elas conferiam o tato à um órgão que era tido apenas para a visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente o que ocorre com a arte da corporificação do amor.&lt;br /&gt;Quando duas pessoas que se amam estão juntas, os cincos sentidos trocam de lugar, e talvez essa seja uma das explicações para aquela sensação da inexistência do mundo, uma maravilhosa energia girando em torno, uma alegria que chega a fazer cócegas e um tempo que se estende de vagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ela fala, o outro desce com o olho pelas curvas do seu rosto, escorrega pelo pescoço, caminha pelos ombros, descansa nas mãos que repousam sobre o tampo da mesa, trilha os meandros dos cachos do cabelo que balançam com o vento. O olho toca. Visão é ver o que todo mundo vê. O olho de quem ama sente o que vê, por isso toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, então, sente, no menor movimento de proximidade dele, seu cheiro, e isso a faz perder totalmente a seqüência lógica das palavras. Uma imagem mental é produzida quando o odor do outro a penetra, formam-se aqueles quadros abstratos, pixados, com a tinta em relevo, onde o preto, o vermelho e o amarelo se misturam. Um sentido inconsciente de prazer inexplicável. Porque não é o olfato, cheiro tudo tem, mas o do amado não sai dos pulmões sem antes perfumar a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma vez perdidas as palavras, usa-se a boca para outras conversas. Conversas sem assunto, respostas que têm gosto. Enquanto os lábios deslizam e dançam em torno do outro, um diálogo de confissões se estende. Beijo com gosto de café, bala de hortelã, sorvete, chocolate, vinho. O melhor é o beijo de quem se ama, porque não precisa de nada para ser inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-230742069259232345?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/230742069259232345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=230742069259232345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/230742069259232345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/230742069259232345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/4.html' title='Cap 9: A arte da corporificação do amor'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6330496318169310897.post-1398782697190543775</id><published>2007-04-12T05:13:00.003-07:00</published><updated>2007-08-08T17:13:45.571-07:00</updated><title type='text'>Cap 10: Um amor atlético</title><content type='html'>Guardada a lingerie, acabado o vinho, secadas as flores, o amor torna-se aquele obeso sem ânimo, na poltrona da vida. Ele já foi atlético, correu atrás da amada, gritando seu nome na multidão, até puxá-la para um beijo descabido e intenso. Tinha força para pegar no colo, criatividade para cartões, delicadeza para rosas vermelhas, inteligência para piadas sem hora, curiosidade para cantos do corpo nunca antes queimados pelo fogo da paixão e um vinho sempre à boca. Agora ali, sem causa e sem ânimo, na poltrona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A academia do amor poderia ter um letreiro luminoso: MIL E UMA NOITES, fazendo menção a inesquecível história da jovem Xerazade, que pede ao pai para casar-se com o sultão. Enlouquecido, o pai não acredita que ela possa se salvar da maldade daquele homem, que ao amanhecer de cada noite de amor mandava matar sua noiva, para que assim esta nunca o traísse. Mas Xerazade sabia fazer um outro tipo de amor. Após lhe penetrar com seu vigor físico, o sultão em todo seu poder desfalecia cansado sobre seus braços. Era aí que Xerazade lhe conduzia para uma nova maratona de amor, só que dessa vez, era ela que o penetrava pelos ouvidos com sua voz. Hábil contadora de estórias, a jovem Xerazade conduziu aquele homem por mil e uma noites...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor-atlético é aquele que, depois da rosa vermelha, vem a amarela, a branca, a tulipa a margarida... Que, usada a lingerie vermelha, ainda tem a preta, a branca, a com babado,a com zíper... Que, bebido o vinho tinto, experimenta o branco, o seco, o doce...Que, dado o cartão, vem a serenata à janela... Que, beijado com bala de hortelã, troca-se para a de morango, maracujá, chocolate, sorvete... Que, acabada a poesia de Fernando Pessoa, declara Vinícius de Moraes... Pois o amor atlético se exercita todos os dias, já que seu verbo é FAZER, indicando movimento, renovação e não ESTAR, esse é estático, obeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FICAR nada mais é que um amor-obeso que começa o exercício na segunda e na quarta desiste. O NAMORAR é o amador que todos os dias se esforça para se superar e tem como troféu o sorriso do outro, o suspiro, o rubor, o prazer satisfeito. O CASAR é o profissional que sabe os seus limites, o seu ponto forte e conhece todas as artimanhas pra ganhar, nesse jogo onde toda vitória consiste em 1x1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obesidade começa quando o profissional acha que sabe tudo, pois já passou por todas as graduações. Ai deixa a lingerie no guarda-roupa, o vinho no supermercado e as rosas na floricultura. Fica cansado, senta no sofá e não vê mais graça naquele programinha repetitivo que passa na tela da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6330496318169310897-1398782697190543775?l=umamorparteum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umamorparteum.blogspot.com/feeds/1398782697190543775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6330496318169310897&amp;postID=1398782697190543775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/1398782697190543775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6330496318169310897/posts/default/1398782697190543775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umamorparteum.blogspot.com/2007/04/3.html' title='Cap 10: Um amor atlético'/><author><name>Limendi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
